sábado, 6 de abril de 2013
''Eu duvido. Duvido que você não chame meu nome quando você sente falta de alguém, duvido que não sinta falta do meu carinho sempre tão sincero, falta de me contar como foi seu dia, as histórias da sua vida que sempre foram pra mim melhor do que qualquer novela. Duvido que você não me procure nas biscates que você pega por aí, sempre tão vazias. Vazias igual a sua liberdade idiota que nunca te serviu pra porra nenhuma. Talvez esse seja o nosso problema, eu sou completa demais pra sua vidinha mais ou menos. Eu sinto, eu penso, eu falo, eu te conheço, isso te assusta né? "Tô invadindo seu espaço? Desculpa." Essa fui eu, durante todo esse tempo, me desculpando por que mesmo? Me diminui pra você ficar maior, pra você não me perceber entrando na sua vida. Se você pudesse sentir o quanto isso dói você quem iria se desculpar. Eu queria ligar pra você, e te falar sem pausas tudo que eu ensaio toda vez que você me magoa, mas nunca digo pra não te magoar, afinal você não me faz mal por mal, e talvez esse seja o pior mal que se possa fazer a alguém, tão natural. Bobagem, como se algum ensaio no mundo fosse me deixar firme depois do seu 'alô'. Então é isso, tô te escrevendo! Sempre fui mais segura com as palavras. Tô te escrevendo pra talvez um dia te enviar, mas to escrevendo. E não é sobre você dessa vez, é sobre mim. '' Se voce ler vai saber que é para você, eu sei!
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Inferno são os outros
Acredito que ninguém consegue ser legal, divertido e bem humorado o tempo inteiro e mesmo que se queira é impossível agradar a todos quanto mais o tempo todo. Estamos distantes da família e dos amigos da nossa cidade e tudo fica muito intenso, temos que saber conviver aceitar as diferenças, saber conversar quando algo não lhe agrade. O lugar onde moramos deve ter acima de tudo amizade e união, como uma família. Fazer deste um inferninho só porque não gosta da atitude de tal pessoa não vai chegar a lugar nenhum se não conversar com ela e tentar resolver, criar intrigas e estressar não vai adiantar só vai fazer com que as pessoas ao seu redor se afastem. Uma vez ou outra até vai, agora fazer disso o assunto do café da manhã a janta enlouquece qualquer um. Não digo que não falo mal de ninguém e muito menos que sou uma santa, mas esse inferninho que estão criando por tão pouco já deu, tô cansada de ouvir e de ver tamanha falsidade. Quero minhas amigas, quero minha mãe e quero mais do que tudo que esse feriado chegue logo e tudo isso passe!
sábado, 15 de setembro de 2012
Estranho natural
Blusa do tricolor carioca, calça jeans e tênis. Eu só o observava, um jeito malandro entrando no bar, cumprimentando a todos - já era bem conhecido por ali. Percebeu que estava olhando, tentei disfarçar, não deu. Ele olhou ressabiado sem saber se conhecia e não lembrava ou se não conhecia mesmo, veio vindo em minha direção. Passei a mão nos meus cabelos tentando fingir que não estava percebendo. Sentou-se ao meu lado oferecendo da sua bebida. Agradeci sem jeito. ‘Veio torcer pro meu fluminense também?’ perguntou. Conversamos um pouco. Era simpático. Tinha assunto pra tudo, um papo meio louco, meio embriagado sobre viagens e em 30 minutos fomos do Maracanã ao Vaticano. Tentava decifrá-lo, eu o conhecia de algum lugar, tenho certeza! Mas de onde? Ele fazia perguntas como se já me conhecesse e respondia como se já fossemos amigos de anos. Parecia ser daqueles caras com mil conhecidos/amigos e que por onde passa deixa sorrisos, era do tipo que não consegue passar despercebido precisa conhecer e saber da história de todos. Meus amigos chegaram, o jogo começou e cada um foi para um lado. Depois de um tempo lembrei que falamos, falamos e nem nos apresentamos. O jogo terminou. Fluminense perdeu. A conta chegou e dentro um bilhete com seu nome e um recadinho. Um tal de Rodrigo. Que coisa mais estranha, meu Deus!
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Fica ai
Me liga. Vem pra cá. Apareça. Fique um pouco mais. Só mais um tiquinho. Um ticão. Mas fica vai. Eu faço tudo que você quiser, sempre faço mesmo. Fica aqui pra gente conversar um pouco. A gente pode ficar em silêncio também. Fica, podemos tomar uma cerveja. Fica, que o tempo lá fora não ta bom. Fica pra me tirar de toda a confusão da minha cabeça quando você some. Fica e tira meus medos e incertezas. Fica, vai. Sua mãe pode esperar. Seus amigos podem esperar. O mundo pode esperar. Mas fica. Manda mensagem pra eles dizendo que saiu por ai e que só volta mais tarde. Fica. Eu compro chocolates, balas e chicletes. Fica, pra eu te levar no lugar mais lindo do mundo. Fica, pra gente ver o sol nascer. Então ta, você realmente quer ir ne? Tudo bem. Quer dizer, bem não tá. Pode ir. Mas volta logo que tenho medo do nosso tempo acabar cedo demais.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Lucas Brandão - 25/04/2011
"Não quero que você pense que eu estou fazendo esse depoimento por clichê já que eu poderia ter te dado os parabéns e falado tudo o que eu penso a dias atrás ao vivo e a cores simplesmente foram tantos momentos ,tantas brincadeiras ,tantas brigas tantas risadas que eu nunca ia conseguir falar tudo o que quero sem pensar.É naty como você mesmo disse somos irmãos de alma parcera , não imagino minha vida sem você vei e é indescritível o que eu sinto por você , nem milhões de depoimentos recados são capazes de se quer resumir o quanto eu te amo , somos irmãos , primos , amigos e outras coisas que só a vida pode afirmar, são apenas 18 anos contigo e por aí vem mais 18 e mais 18 e mais 18 . Parabens minha fofura 18 anos só se faz uma vez , tudo de bom sempre e sempre , que deus realize todos os seus sonhos e você seja a pessoa mais feliz do mundo e que você tenha muita paz , saúde , alegria , você é uma das pessoas mais importantes da minha vida eu te amo muito natinha e quero você pra sempre comigo!
tudo de bom sempre MINHA naty!
beijo do mala - . - "
terça-feira, 10 de julho de 2012
E se...?
A paixão de uma nação transforma jogadores em guerreiros. O céu parecia mais azul, as cinco estrelas pareciam nunca ter brilhado tanto e meu coração não aguentava mais de tanta ansiedade, nas ruas as buzinas mostravam a alegria e agonia dos torcedores estrelados e nos cantos bem escondidos estavam a corja negra de atleticanos. Tudo caminhava para a realização de um sonho, saí de casa cedo bem cedo para não perder nada, meu pai perguntava:
- Minha filha, você para quê tanta maquiagem, você vai a alguma festa?
E eu com os olhos brilhando respondia com a maior certeza do mundo que iria sim, que iria para festa do meu time. O jogo era às 22h e às 17h já estávamos lá.
O acúmulo de confiança rondava na cidade, câmeras, buzinas e imprensa de todos os cantos do mundo. O Estudiantes, o time contra quem iríamos jogar era recebido pela corja que pedia fotos e deles mesmo.
A hora chegou, o Mineirão estava lindo, todo azul, a lua estava estonteante, não me aguentava de tanta felicidade, era tudo perfeito demais. Pensava na emoção que descreveria para os meus filhos, assim como meu pai me descreveu da final em que foi.
O jogo terminou e não fomos campeões, tudo estava acabado, os sonhos, as pessoas, os comerciantes, a festa e eu. Não parecia real, só podia ser brincadeira. Saímos de lá direto comer alguma coisa, já passava da meia-noite e não comia nada desde o almoço, meu pai parou num sanduiche e alguns minutos depois chegaram os atleticanos, com bandeiras, faixas gritando e ligando o som do hino deles, como se eles tivessem ganhado. Até àquela hora não tinha chorado, não conseguia falar, chorar, fazer nada estava em choque e ainda vendo aquela cena deplorável. Jogamos contra o Estudiantes e quem ganhou foram os atleticanos?
O excesso de confiança talvez tenha nos arruinado, lembro-me de poucas coisas que talvez se tivesse como voltar faria tudo diferente, não sei se isso mudaria, mas faria diferente. E se naquele dia eu tivesse visto meu primo antes, se eu tivesse pensado no pior, se eu tivesse comprado sinalizadores e se tivesse ido até o hotel onde estavam hospedados para soltar foguetes e não deixá-los dormir direito? E se eu não tivesse chegado tão cedo, e se eu tivesse levado minha mãe junto, e se eu não tivesse ido, e se o Galvão não tivesse narrado e se...?
segunda-feira, 2 de julho de 2012
quero você garoto
Ai garoto você me irrita! Tenho medo de você; tenho medo do que você pode fazer me conquistando desse jeito, tenho medo de estar me envolvendo sozinha. Desde o dia em que fui arrastada por mim mesma para ver o que a sua cara de pau teria a me dizer e naquele dia estava decidida a dar um ponto final nessa história de uma vez, e então você mudou tudo que me restava de pouco certo e me encantou com suas palavras, seu pedido desculpas inesperados, seu jeito desajeitado de tentar ser romantico, seu ar de amizade de paz e serenidade que nunca tinha reparado e com um sorriso meio de lado meio com vergonha. Naquele dia não queria, mas não sabia como fugir tive dó do seu olhar de cachorro sem dono me pedindo perdão, e então ficamos mais uma vez. Você disse que sentia saudades e eu ficava calada, não tinha saudades nenhuma nem lembrava mais de você garoto, e muito menos pensava que aquilo pudesse acontecer de novo, mas quis pagar para ver até onde isso iria. Deixei o tempo passar, te procurei e fui me encantando, me surpreendendo com seu respeito, com suas palavras ao pé do meu ouvido, com seu jeito velho, com seus ciúmes e preocupação. Estou te observando, tentando ficar na minha, estou te (re)conhecendo e cada vez mais gostando e me surpreendendo. Você me disse não, que absurdo. Quem é você, garoto, para me dizer não? E ai que eu quis mais. Sou criança mimada. Quero mais, sempre mais. Quero do meu jeito. Mas garoto você está me deixando louca não faz nada do meu jeito, não gosto desse seu mistério você me confunde, antes saberia a hora certa de tudo, sabia como te irritar, sabia a hora que você iria voltar e me procurar. E hoje, não sei de mais nada de você e você sabe tudo de mim Não gosto disso, eu quero dar as cartas de novo, deixa? Quero você aqui e agora como criança mimada que diz que sou.
Assinar:
Postagens (Atom)


