sábado, 15 de setembro de 2012

Estranho natural



Blusa do tricolor carioca, calça jeans e tênis. Eu só o observava, um jeito malandro entrando no bar, cumprimentando a todos - já era bem conhecido por ali. Percebeu que estava olhando, tentei disfarçar, não deu. Ele olhou ressabiado sem saber se conhecia e não lembrava ou se não conhecia mesmo, veio vindo em minha direção. Passei a mão nos meus cabelos tentando fingir que não estava percebendo. Sentou-se ao meu lado oferecendo da sua bebida. Agradeci sem jeito. ‘Veio torcer pro meu fluminense também?’ perguntou. Conversamos um pouco. Era simpático. Tinha assunto pra tudo, um papo meio louco, meio embriagado sobre viagens e em 30 minutos fomos do Maracanã ao Vaticano. Tentava decifrá-lo, eu o conhecia de algum lugar, tenho certeza! Mas de onde? Ele fazia perguntas como se já me conhecesse e respondia como se já fossemos amigos de anos. Parecia ser daqueles caras com mil conhecidos/amigos e que por onde passa deixa sorrisos, era do tipo que não consegue passar despercebido precisa conhecer e saber da história de todos. Meus amigos chegaram, o jogo começou e cada um foi para um lado. Depois de um tempo lembrei que falamos, falamos e nem nos apresentamos. O jogo terminou. Fluminense perdeu. A conta chegou e dentro um bilhete com seu nome e um recadinho. Um tal de Rodrigo. Que coisa mais estranha, meu Deus!

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