
Por trás de toda aquela seriedade de um trabalhador, pai e marido tem um garoto de 18 anos que não consegue ser escondido por sua capa de durão. Suas histórias não deixam enganar, sua juventude foi realmente perfeita, loucuras, amigos, bebedeiras e um pouquinho bem pouquinho de juízo. Se um dia viver pelo menos metade do que viveu/vive me sinto satisfeita. Satisfeita já me sinto por ser sua filha, por poder ouvir um pouquinho das suas histórias e por você me amar tanto. Tanto orgulho misturado com amor e misturado com saudade me fez pensar o quanto você é foda. Fico dando risadas sozinha imaginando você se escondendo atrás do carro da sua mãe,fazendo uma tatuagem na praia com um tatuador que acabou de conhecer, bebendo muito para não ter medo de dormir sozinho na barraca da praia, dançando valsa no aniversario de 15 anos da sua namorada em que o pai era um militar e você louco de lolo – isso não deveriam ser coisas de contar pra uma filha, mas eu gosto e conta mais. Viagens de moto, futebol , carros e um carisma de outro mundo. Em cinco minutos já conseguiu fazer amizade com Deus e o mundo, em cinco minutos já brigamos até falar chega e em cinco minutos já fazemos as pazes de novo. Se eu pudesse controlar o tempo com certeza o regularia para que um dia eu tivesse 18 anos junto com você, podia ser só um dia que eu sei que seria o dia mais alucinante e gratificante de todos. O tempo passou, você ganhou duas filhas, uma mulher, cresceu, criou juízo, responsabilidades e seriedade, um pai de família mesmo mas nunca sem deixar seu lado criança e menino desaparecer. Obrigado por tudo, pelos seus conselhos, presentes, brigas, brincadeiras, surpresas, conversas na madrugada, pelo seu esforço de dar para gente tudo de melhor, obrigado pelo seu amor, pai. Se um dia eu for metade do que você é, e conseguir significar metade do que significa para mim me sentirei realizada.